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Nesta quarta, dia 26, o plenário do Senado aprovou a recondução de Rodrigo Janot para mais dois anos no cargo de Procurador-Geral da República. Foram 59 votos a favor e 12 contrários, sendo que um senador se absteve de votar. Janot irá tomar posse no novo mandato, após a publicação da nomeação no Diário Oficial da União.

Janot passou por um sabatina de mais de 10 horas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado antes de ter seu nome aprovado pelo plenário. Ele recebeu 26 votos favoráveis e apenas um contrário na comissão.

Rodrigo Janot é responsável pela condução das investigações sobre políticos na operação Lava Jato. Ele apresentou ao Supremo Tribunal Federal na última semana nomes de políticos supostamente envolvidos no esquema de corrupção, sendo as primeiras denúncias contra o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, e o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que participou da sabatina na CCJ.

Em sua apresentação inicial na sabatina, Janot declarou:

A minha motivação para tentar a recondução ao cargo não se presta à satisfação do ego ou à sofreguidão do poder. Não é isso que me move. Me move a firme vontade de continuar a servir à minha nação. Venho aqui após ter tido o reconhecimento de 799 colegas do MPF e de ter sido indicado pela presidente da República.”

Janot não deu declarações à imprensa após a sabatina e evitou comentar sobre relatos de alguns senadores que afirmam ter ouvido Fernando Collor utilizar palavrões para se referir a Janot durante a sessão.

Collor também teria acusado o Procurador-Geral por um suposto aluguel feito pela PGR durante sua administração, uma mansão em Brasília no valor de R$ 67 mil mensais, que não tinha o alvará necessário, além de um contrato ilícito com uma empresa de comunicação. Em outra acusação, Collor afirma que Janot teria advogado quando já fazia parte do Ministério Público, de abrigar um irmão procurado pela Interpol, e de ter omitido essas informações da CCJ para a sabatina. Janot rebateu todas as acusações, e, em relação a seu irmão, disse que não iria falar alguém que não pode se defender, já que seu irmão faleceu há mais de cinco anos.

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Max Borges

The author Max Borges

Max Borges, advogado formado pela PUC/RS é criador e editor do Veredictum - Direto ao Ponto.

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